LABORATÓRIO UNIVERSITÁRIO DE PRESERVAÇÃO AUDIOVISUAL - LUPA

Área de identificação

Identificador

BR RJLUPA

Forma autorizada do nome

LABORATÓRIO UNIVERSITÁRIO DE PRESERVAÇÃO AUDIOVISUAL - LUPA

Forma(s) paralela(s) de nome

  • LUPA

Outra(s) forma(s) do nome

Tipo

  • University

Área de contato

 

Rafael de Luna Freire Contato principal

Tipo

Coordenador

Endereço

Endereço

Rua Lara Vilela, 126, Bloco D, Sala 13. São Domingos. Niterói.

Localidade

Niterói

Região

Rio de Janeiro - RJ

Nome do país

Brasil

CEP

24210-590

Telefone

21 2629-9761

Fax

Nota

área de descrição

história

A Universidade Federal Fluminense foi criada em 1960 com o nome de Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ). Originou-se da incorporação das Escolas Federais de Farmácia, Odontologia e Direito (1912), Medicina (1926) e Medicina Veterinária (1936); agregou outras cinco, das quais três eram estaduais, a saber: Enfermagem (1944), Serviço Social (1945), Engenharia (1952), e outras duas, particulares, Ciências Econômicas (1942) e Filosofia (1947). Após serem federalizadas e incorporadas, essa união passou a ser denominada Universidade Federal Fluminense. A missão da UFF é produzir, difundir e aplicar conhecimento e cultura de forma crítica e socialmente referenciada.
O objetivo do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF é apoiar as atividades de ensino, pequisa e extensão no campo da preservação audiovisual do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF e colaborar na promoção e preservação do cinema amador do Estado do Rio de Janeiro.
A criação do LUPA – Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual é uma consequência do pioneirismo do curso de graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF) no campo da preservação audiovisual, tendo sido o primeiro curso universitário no país a oferecer disciplinas optativas sobre o tema, a partir do ano de 2000. Posteriormente renomeada “Preservação, Memória e Políticas de Acervos Audiovisuais”, tornou-se uma disciplina obrigatória do bacharelado em Cinema e Audiovisual por exigência do corpo discente com a implantação do currículo novo, sendo regularmente ofertada como tal de 2005 em diante.
Em parceria com diversas instituições – em especial a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, parceria histórica formalizada através de convênio assinado em 2016 –, o curso de cinema da UFF tem formado inúmeros profissionais no campo de preservação audiovisual, o que pode ser constatado pela presença de egressos como funcionários em diversas instituições de guarda, na direção de associações profissionais e à frente de pesquisas e projetos na área.
A criação do LUPA ocorreu em 2014, em meio à formulação das novas instalações do Instituto de Arte e Comunicação Social – IACS, no Campus do Gragoatá, sendo planejada uma infraestrutura que permitisse que as atividades de ensino, extensão e pesquisa no campo da preservação audiovisual pudessem ser oferecidas no espaço da própria universidade. Além de desenvolver as atividades de preservação audiovisual ligadas ao Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, o LUPA foi criado com o objetivo de atuar como um arquivo de filmes universitário regional e temático, tendo como objeto o cinema amador do Estado do Rio de Janeiro.
Apesar das instalações do LUPA ainda não terem sido construídas, sua atuação teve início com o recebimento de doações de filmes amadores, nas bitolas 9,5mm e 16mm, realizados nas cidades do Rio de Janeiro e Teresópolis. Digitalizados na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, através do convênio da UFF com a Cinemateca do MAM-RJ, essas imagens foram apresentadas publicamente pela primeira vez na I Jornada de Estudos em História do Cinema Brasileiro, em agosto de 2017.
Essa foi a primeira divulgação pública do LUPA, dando início efetivo às suas atividades.
Seguindo nessa direção, o LUPA afirma seu compromisso em contribuir com a preservação do patrimônio audiovisual brasileiro, priorizando o cinema amador fluminense, e ampliando nossas atividades de formação e pesquisa neste campo.

contexto cultural e geográfico

O contexto de criação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, denominação inicial da Universidade Federal Fluminense, remonta aos efervescentes e tumultuados anos de 1950, ainda que a data oficial de sua fundação seja 18 de dezembro de 1960, quando foi aprovada a lei 3.848, de autoria do Deputado Federal João Batista de Vasconcellos Torres.

De um lado, o país mergulhado em uma experiência democrática, sem igual no século XX, ancorada na reorganização partidária e na multiplicação de movimentos da sociedade civil, como nas transformações implementadas pelo plano de metas de Juscelino Kubitschek. De outro, o antigo Estado do Rio de Janeiro, na sua histórica luta para superar os desníveis econômicos e sobreviver à hegemonia política da capital federal.

De caráter nacional-desenvolvimentista, a política econômica do governo JK prometia retirar o Brasil do atraso secular para figurar entre as nações mais prósperas. Nessa conjuntura, a educação pontificou como uma das metas chaves para se processar a tão desejada mudança.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN)- aprovada em 1961, em última instância, foi norteada no sentido de amparar o projeto desenvolvimentista brasileiro, erradicando o analfabetismo, ampliando o número de vagas e promovendo a criação de instituições de ensino superior.

No que se refere à realidade local, a fundação da Universidade Federal Fluminense, obedeceu a outros propósitos, expressando o duplo desejo da sociedade local. Em primeiro lugar, alavancar seu desenvolvimento econômico, ainda marcado pela agricultura decadente. Em segundo, elevar sua auto-estima em relação à vizinha capital federal, procedendo à intensificação dos padrões urbanos, o que também lhe possibilitava abrigar os anseios dos setores médios, ao formar entre outros, engenheiros, médicos, dentistas, advogados.

Há ainda que se considerar que na década de cinqüenta, especialmente a partir da construção de Brasília, no planalto Central, o preceito constitucional da transferência da capital federal, do RJ para o interior do país se efetivou, transformando o destino da cidade do Rio de Janeiro e do Estado do Rio em um problema iminente a ser a resolvido.

Diante dessas expectativas, a sociedade fluminense se mobilizou para obter do governo federal sua universidade. Pode-se afirmar mesmo que a UFERJ, foi conquistada pela opinião pública local, sobretudo pelos estudantes fluminenses, em praça pública. O governador Roberto Silveira, o Jornal O Fluminense e outras expressivas lideranças locais como o então deputado Vasconcelos Torres, desempenharam importante papel.

A criação da UFERJ se deu, portanto, imbuída de um projeto de desenvolvimento para a região fluminense, que traduzia por sua vez o desejo de afirmação do Estado do Rio de Janeiro em relação ao antigo Distrito Federal.

Na ocasião, a universidade nascente se beneficiou da federalização e/ou incorporação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; da Faculdade de Ciências Econômicas; da Faculdade Fluminense de Engenharia; da Faculdade de Odontologia; Faculdade Fluminense de Medicina, de Farmácia e de Direito; da Escola de Serviço Social e da Escola de Enfermagem.

Entre 1960-1968, a UFERJ, posteriormente UFF (lei 4831 de 1965) vivenciou um atribulado processo de institucionalização, que refletiu de certa forma a radicalização política que tomou conta do país.

Mandatos/Fontes de autoridade

Disponível em: <http://www.uff.br/sites/default/files/estatuto-regimento-uff.pdf>. Acesso em: 27 mar.2018.

estrutura administrativa

Universidade Federal Fluminense - UFF
Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs)
Departamento de Cinema e Vídeo - GCV
Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual - LUPA

Disponível em: <http://www.uff.br/?q=organogramas>. Acesso em: 27 mar.2018.

Integrantes do LUPA:

Rafael de Luna Freire (coordenador)
Professor de História do Cinema Brasileiro no Departamento de Cinema e Vídeo e no Programa de Pós-graduação em Cinema e Audiovisual da UFF. Trabalhou como Coordenador do Setor de Documentação na Cinemateca do MAM e realizou estágio profissional na Filmoteca Española.
Coordenou o projeto “Resgate da obra cinematográfica de Gerson Tavares”, responsável pela restauração do longa-metragem Antes, o verão (Gerson Tavares, 1968). É membro da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual) e da AMIA (Association of Moving Image Archivists).

Fabián Núñez
Professor da disciplina Preservação, Memória e Política de Acervos Audiovisuais do Departamento de Cinema e Vídeo, além de também lecionar no Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF. Trabalhou na Cinemateca do MAM, como voluntário de 1996 a 1999, e como estagiário durante o Censo Cinematográfico Brasileiro (2001). É membro da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual).

João Luiz Vieira
Professor titular do Departamento de Cinema e Vídeo e atual Coordenador do Programa de PósGraduação em Cinema e Audiovisual da UFF. Autor de inúmeros textos, críticas, ensaios e livros publicados no Brasil e no exterior como D.W.Griffith and the Biograph Company (1984), Cinema Novo & Beyond (NY: MoMA, 1998) e Câmera-faca: o cinema de Sérgio Bianchi (Portugal, 2004). Foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna e membro do Conselho da Cinemateca Brasileira. É membro da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual).

Lila Foster
Pesquisadora e preservacionista audiovisual com dedicação especial ao levantamento da produção amadora e do cinema doméstico no Brasil. Trabalhou como catalogadora na Cinemateca Brasileira (2007 e 2009) e participou do programa de estágios em preservação e curadoria audiovisual da Haghefilm Foundation (Amsterdam) sob a orientação de Paolo Cherchi Usai (2010). Organizou diversas edições do Home Movie Day (Dia do Filme Caseiro) durante o Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba. Autora da tese “Cinema amador brasileiro: história, discursos e práticas (1926-1959)” (USP, 2016). Também trabalha com realização e processamento artesanal de filmes de pequeno formato.

Diogo Martins Rembold
Formado em artes visuais pela faculdade Pestalozzi, coleciona artigos relacionados à 7ª arte desde os 6 anos de idade, tendo experiência em bitolas cinematográficas do 8mm ao 35mm. Com um acervo de vários filmes e projetores, se dedica ao restauro de peças históricas, ao seu estado original, e à pesquisa da cinematografia, tanto no âmbito técnico, quanto no histórico e artístico.

Disponível em:<http://www.cinevi.uff.br/lupa/integrantes/>. Acesso em: 21 mai.2018.

Políticas de gestão e entrada de documentos

Prédios

O prédio da reitoria situa-se na Rua Miguel de Frias nº 9, no município de Niterói - RJ, e várias unidades da UFF localizam-se nesta cidade: são 3 campi (Valonguinho, Gragoatá e Praia Vermelha) e muitas unidades isoladas localizadas em vários bairros - Centro, São Domingos, Ingá, Santa Rosa, Vital Brasil - e incorporados à rotina dos moradores.
A Instituição possui unidades acadêmicas em oito municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro – Angra dos Reis (Instituto de Educação de Angra dos Reis); Campos dos Goytacazes (Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional); Macaé (Instituto de Ciências da Sociedade); Nova Friburgo (Instituto de Saúde de Nova Friburgo - ISNF); Petrópolis (Escola de Engenharia de Petrópolis); Rio das Ostras (Instituto de Ciência e Tecnologia); Santo Antônio de Pádua (Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior - INFES), e Volta Redonda, onde se situam o Instituto de Ciências Humanas de Volta Redonda, a Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica (EEIMVR), e o Instituto de Ciências Exatas (ICEx).
Hoje, a UFF é constituída por 41 Unidades de Ensino sendo 24 Institutos, 10 Faculdades, 6 Escolas e 1 Colégio de Aplicação. São ao todo 124 Departamentos de Ensino, 129 Cursos de Graduação presenciais e 6 Cursos de Graduação a distância oferecidos em 28 Polos da Universidade Aberta do Brasil, em convênio com o CEDERJ-RJ. Na Pós-Graduação Stricto Sensu são 81 programas de Pós-Graduação e 120 cursos, sendo 42 de Doutorado, 62 de Mestrado Acadêmico e 16 Mestrados Profissionais. A Pós-Graduação Lato Sensu apresenta 131 cursos de especialização e 45 programas de Residência Médica.
A UFF tem ainda 29 bibliotecas, 473 laboratórios, 19 auditórios, o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) com 276 leitos, a Farmácia Universitária e o Colégio de Aplicação (Colégio Universitário Geraldo Reis). Contamos ainda com um Núcleo Experimental em Iguaba Grande, uma Fazenda Escola em Cachoeiras de Macacu e uma Unidade Avançada em Oriximiná, no Estado do Pará.
Além de uma Editora e 4 livrarias, na Área Cultural a UFF apresenta um Centro de Artes, composto por Cinema, Teatro, Galeria de Arte e Espaço de Fotografia. Na Área da Música contamos com uma Orquestra, um Conjunto de Música Antiga, um Coral e um Quarteto de Cordas.

Acervo

Instrumentos de pesquisa, guias e publicações

área de acesso

horário de funcionamento

Condição de acesso e uso

Acessibilidade

área de serviços

serviços de pesquisa

serviços de reprodução

Áreas públicas

Área de controle

Identificador da descrição

Identificador da Entidade custodiadora

BR RJLUPA

Regras ou convenções utilizadas

Identificador atribuído pelo Arquivista/Grupo CRIDI. Não é oficial.

Status

Nível de detalhamento

Partial

Datas de criação, revisão e eliminação

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Notas de manutenção

Pontos de acesso

Pontos de acesso

  • Área de Transferência

Contato principal

Rua Lara Vilela, 126, Bloco D, Sala 13. São Domingos. Niterói.
Niterói, Rio de Janeiro - RJ
BR 24210-590