CINEMATECA BRASILEIRA

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Identifier

BR SP CB

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CINEMATECA BRASILEIRA

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Type

  • National

Contact area

 

Olga Futemma Primary contact

Type

Address

Street address

Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino

Locality

São Paulo

Region

São Paulo - SP

Country name

Brazil

Postal code

04021-070

Telephone

(11) 3512-6111 / 6108

Fax

URL

Note

Description area

History

Em setembro de 1947, por intermédio de Paulo Emílio, o Segundo Clube é filiado à Federação Internacional dos Clubes de Cinema - FICC, o que lhe permite o acesso a uma pequena coleção de filmes. Porém, a constituição de um arquivo fílmico só poderia ser viabilizada por meio da filiação à Federação Internacional de Arquivos de Filmes - FIAF, o que ocorre em 1948.

Em 1948, Francisco Matarazzo Sobrinho passa a colaborar com o Clube de Cinema e, em 05 de março de 1949 é aprovado um acordo entre o recém-criado Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e o Clube, para criação da Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1951, Paulo Emílio é nomeado vice-presidente da FIAF. A Filmoteca, que continua a receber empréstimos de filmes dos arquivos membros da Federação e a prospectar filmes brasileiros antigos, fortalece sua atuação no campo cultural brasileiro, sobretudo por meio da realização de grandes mostras em parceria com as demais instituições culturais de São Paulo. Almeida Salles é o primeiro diretor da entidade, ao lado de Lourival Gomes Machado, na época diretor do MAM.

No ano de 1954, Paulo Emílio assume a direção da Filmoteca, como conservador-chefe, contando com a ajuda de Rudá de Andrade e Caio Scheiby, nas funções de conservadores adjuntos. Em 1956, em busca de maior autonomia, a Filmoteca se desliga do Museu de Arte Moderna, transformando-se em Cinemateca Brasileira, uma sociedade civil sem fins lucrativos. Em 28 de janeiro de 1957, um incêndio causado pela autocombustão sofrida pelos filmes em suporte de nitrato de celulose destrói suas instalações na Rua Sete de Abril. Num clima de comoção geral, a instituição passa a receber apoio e doações de diversas entidades nacionais e estrangeiras. Por intermédio de Ciccillo Matarazzo e da Prefeitura do Município de São Paulo, os filmes são depositados em espaços distribuídos dentro do Parque do Ibirapuera e a Cinemateca ocupa uma sala na sede da Bienal de São Paulo.

Em 13 de janeiro de 1961, a Cinemateca torna-se uma fundação, personalidade jurídica que lhe permitiria estabelecer convênios com o poder público estadual. No ano seguinte, outra iniciativa é tomada a fim de dotar a instituição de recursos financeiros. Em julho de 1962, é criada a Sociedade Amigos da Cinemateca - SAC, sociedade civil cuja finalidade é auxiliar financeiramente a Fundação Cinemateca Brasileira.

Porém, em 18 de fevereiro de 1969, o segundo incêndio, na instalação no portão 9 do Parque do Ibirapuera, acarreta a perda de diversos materiais documentais em suporte de nitrato e agrava a situação da instituição, que até meados dos anos de 1970 sobreviverá com escassos recursos, provenientes de doações e taxas de exibição. Nesse período de crise, a instituição é desligada da FIAF. O ano de 1975 marca o ressurgimento legal da Cinemateca, com a formação de um Conselho Consultivo e a obtenção de recursos junto às esferas do poder público. No ano seguinte, a Fundação Cinemateca Brasileira tem o reconhecimento de seu caráter de utilidade pública pelo município de São Paulo. Em 1977, equipamentos são adquiridos junto a laboratórios comerciais desativados e, em meio às inúmeras dificuldades, a Cinemateca passa a se dedicar à contratipagem, legendagem e copiagem de filmes. Paralelamente, são desenvolvidos trabalhos de catalogação do acervo consoantes com as normas da Federação Internacional de Arquivos de Filmes. O retorno da Cinemateca Brasileira à FIAF acontece em 1979.

Em janeiro de 1980, num espaço cedido pela Prefeitura do Município de São Paulo no Parque da Conceição, é inaugurado o Centro de Operações, que abriga a Diretoria, o Departamento de Difusão, o Departamento de Documentação e Pesquisa, o Departamento de Vídeo, e um depósito climatizado. Paralelamente a Fundação Cinemateca também ocupa um galpão no Parque Ibirapuera, onde funciona o Laboratório de Restauração de Filmes. No dia 06 de novembro 1982, ocorre o terceiro incêndio, que agrava as dificuldades financeiras da instituição e levam à defesa de sua incorporação ao poder público, desde que não fosse comprometida sua autonomia institucional. Em 14 de fevereiro de 1984, a Fundação Cinemateca Brasileira é extinta e incorporada, como órgão autônomo, à Fundação Nacional Pró-Memória. No final da década, a instituição passa a contar com uma sala de cinema na Rua Fradique Coutinho, em um espaço alugado pela Sociedade Amigos da Cinemateca. Em 1988, o prefeito Jânio Quadros cede à instituição o espaço do antigo matadouro da cidade. Após nove anos de reformas, sua sede é definitivamente instalada na Vila Clementino. Os edifícios históricos foram tombados, em 1985, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat, e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo - Conpresp, em 1991.

No âmbito das reformas administrativas do governo Collor, a Fundação Nacional Pró-Memória é extinta, dando lugar ao Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural - IBPC que, por sua vez, absorve a Cinemateca Brasileira. Em 1994, através da Medida Provisória nº 752, de 06 de dezembro, o IBPC é transformado em Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Em 12 de agosto de 2003, por meio do Decreto nº 4.805, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura incorpora a Cinemateca Brasileira.

Em 2009, iniciam-se os estudos para novas edificações em um terreno, na Vila Leopoldina, transferido à Cinemateca pelo Patrimônio da União do Estado de São Paulo. Atualmente, esta nova unidade conta com duas câmaras climatizadas para guarda de acervos, área de trabalho e serviços.

Entre 2008 e 2013, a Cinemateca Brasileira dá um grande impulso nas suas atividades de preservação e difusão de acervos, bem como na infraestrutura, graças a recursos investidos pelo Ministério da Cultura, por meio de Planos de Trabalho, no âmbito de uma parceria estabelecida entre o Ministério e a Sociedade Amigos da Cinemateca.

Após esse profícuo período, a instituição passa por uma crise, cujos desdobramentos levam à drástica redução das equipes e, por conseguinte, da sua capacidade operacional, sobretudo do Laboratório de Imagem e Som. Em 03 fevereiro de 2016, ocorre o quarto incêndio, resultando na perda de 1.003 rolos de filmes em nitrato de celulose, referentes a 731 títulos. A partir de então, os poucos recursos disponíveis são concentrados na duplicação emergencial do acervo audiovisual e normalização mínima das rotinas de cada setor.

Geographical and cultural context

A origem da Cinemateca Brasileira remonta à criação, em 07 de outubro de 1946, por Francisco Luiz de Almeida Salles, Rubem Biáfora, Múcio Porphyrio Ferreira, Benedito Junqueira Duarte, João de Araújo Nabuco, Lourival Gomes Machado e Tito Batini, do Segundo Clube de Cinema de São Paulo, que busca estimular o estudo, a defesa, a divulgação e o desenvolvimento da arte cinematográfica no Brasil. Vale lembrar que, em 1940, Paulo Emílio Sales Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido de Mello e Souza, entre outros, fundam o Primeiro Clube de Cinema de São Paulo, que se propôs a estudar o cinema como arte independente por meio de projeções, conferências, debates e publicações. Todavia, durante o Estado Novo, não há condições para um projeto dessa natureza e, em 1941, o Primeiro Clube é fechado pelos órgãos de repressão da ditadura estado-novista.

Mandates/Sources of authority

Administrative structure

O Conselho da Cinemateca Brasileira é formado por representantes dos poderes públicos da esfera federal, estadual e municipal, além de pessoas com comprovada experiência no campo audiovisual brasileiro. Criado em 1956, sua principal função é orientar e colaborar no desenvolvimento institucional da Cinemateca.

Presidente

Membros Natos:
Ministro de Estado da Cultura
Secretária do Audiovisual
Diretor-Presidente da Ancine
Secretário de Estado da Cultura de São Paulo
Secretário Municipal de Cultura
Coordenadora-Geral da Cinemateca Brasileira
Representante dos funcionários da Cinemateca Brasileira

Membros Eleitos

Coordenação-Geral

Coordenadores

Records management and collecting policies

A guarda dos materiais pela Cinemateca Brasileira não retira os direitos autorais de seus detentores. Ao contrário, a instituição tem como função social conservá-los e difundí-los a toda a comunidade. Os materiais que integram o acervo da instituição são incorporados através de depósito legal, depósito voluntário ou doação.

Buildings

A sede da Cinemateca Brasileira está localizada no Largo Senador Raul Cardoso, 207, local onde, durante o final do século XIX e início do XX, funciona o último matadouro da cidade de São Paulo.

Em fevereiro de 2009, a Cinemateca Brasileira recebe da Secretaria do Patrimônio da União - SPU um imóvel de 8.400 m², sendo 6.356 m² de área construída, que ficara fechado por cerca de uma década, situado à Rua Othão, 290, no bairro da Vila Leopoldina.

Holdings

Obras audiovisuais são elementos artísticos, culturais e sociais que integram o patrimônio cultural brasileiro. Como parte de uma história e tradição, todas as obras devem ser preservadas, sem juízo de valor, para que futuras gerações possam ter acesso.

A preservação audiovisual contempla não somente os filmes exibidos no cinema, mas também obras feitas para a televisão ou para a internet, obras publicitárias, domésticas, amadoras, exibidas ou não publicamente. Além das obras, os arquivos audiovisuais também guardam uma série de itens e conjuntos documentais, de diferente gêneros e tipologias, que registram diversos aspectos do campo cinematográfico e audiovisual - brasileiro e internacional.

Finding aids, guides and publications

Access area

Opening times

Espaços públicos: De segunda-feira a quarta-feira, das 08h às 18h. De quinta-feira a domingo, das 08h às 18h.

Biblioteca: A partir de 16 de janeiro, de segunda-feira a sexta-feira, das 09h às 17h.

Jardim: Segunda-feira a quarta-feira, das 08h às 18h. De quinta-feira a domingo, das 08h às 21h.

Access conditions and requirements

O acervo audiovisual da Cinemateca Brasileira está disponível para acesso das seguintes formas.

a) Assista nas salas de cinema da Cinemateca: A Cinemateca Brasileira conta com duas salas para projeção de filmes, bem como uma área para exibição externa. São apresentadas programações que contemplam grandes clássicos, raridades e obras contemporâneas da filmografia brasileira e estrangeira.
b) Assista no Centro de Documentação e Pesquisa: O acesso a estes materiais é restrito ao ambiente da biblioteca e poderá ser agendado através do preenchimento do formulário da biblioteca.
c) Assista na web: No Banco de Conteúdos Culturais - BCC estão disponíveis por streaming alguns itens.
d) Parcerias para exibições públicas: A consulta de cópias deve ser feita através do formulário de solicitação de parcerias com antecedência não inferior a 60 dias do período do evento, tempo necessário para a pesquisa e verificação de materiais para eventual disponibilização. As cópias de exibição só estarão disponíveis após o envio de autorização por escrito de seus detentores de direitos e do responsável pelo seu depósito, com no mínimo 60 dias de antecedência do período do evento. A Cinemateca pode informar os contatos disponíveis, mas não interfere na negociação. A instituição solicitante deve se encarregar do transporte dos filmes, responsabilizando-se pela organização e pela segurança do material até o retorno à Cinemateca, bem como por quaisquer custos relativos. É expressamente proibida a duplicação de qualquer material sem a prévia autorização.
e) Depositantes de materiais no acervo: Os depositantes de materiais no acervo (em caráter voluntário) poderão solicitar pesquisas e acesso aos seus materiais, mediante requisição por escrito. Os relatórios apresentarão somente materiais pertencentes a este titular. A movimentação de materiais pelo depositante ou por terceiros autorizados só é possível através de autorização por escrito do detentor de direitos patrimoniais da obra a qual o material se refere, com um prazo de pelo menos 60 dias de antecedência, e preenchimento do formulário de informações aos depositantes. É importante ressaltar que toda manipulação apresenta riscos aos materiais. Deste modo, mesmo considerando algumas finalidades de uso imediato, os devidos cuidados visando a preservação da obra devem ser considerados.

Accessibility

A Sala Cinemateca/Petrobras foi inaugurada em 5 de novembro de 1997, construída no galpão II do antigo Matadouro, com capacidade para 107 espectadores, incluindo 03 assentos para cadeirantes.

A Sala Cinemateca/BNDES, com 210 lugares, incluindo 04 assentos para cadeirantes, foi inaugurada oficialmente em 12 de novembro de 2007, ocupando parte do galpão III do antigo Matadouro.

Services area

Research services

Reproduction services

Public areas

a) ÁREAS PÚBLICAS: Só é permitida a entrada de cães de pequeno e médio porte nas áreas públicas da Cinemateca, desde que estejam presos à coleira e, se necessário, com focinheira. Todo resíduo gerado pelo animal é de inteira responsabilidade de seu dono. Não é permitido o uso de bolas e bumerangues na área do deck devido à proximidade com a tela externa.

b) PIQUENIQUE: Os piqueniques podem ser suspensos por conta de alguma programação da instituição. Neste caso, os interessados serão avisados com antecedência. É permitida a presença de até 25 pessoas, em cada grupo, entre crianças e adultos. Não fazemos reservas de mesas, o uso é por ordem de chegada. Não é permitido uso de bolas, tendas, barracas, aparelhagem de som, decorações, entre outros. Todo lixo produzido deve ser retirado do local, sob pena de multa. A Cinemateca não se responsabiliza, nem arcará com qualquer prejuízo, em caso de furtos. Não é permitido subir nas esculturas, nas árvores ou entrar na fonte. Não é permitido alimentar as carpas. É terminantemente proibida a comercialização de itens de qualquer natureza nos espaços públicos da Cinemateca sem consulta prévia à Coordenação de Difusão. Os danos ao patrimônio predial e material da Cinemateca Brasileira serão de responsabilidade de seus autores, com aplicação de multa.

Control area

Description identifier

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Rules and/or conventions used

Status

Draft

Level of detail

Partial

Dates of creation, revision and deletion

Language(s)

Script(s)

Sources

CINEMATECA BRASILEIRA. Disponível em: <http://www.cinemateca.gov.br> Acesso em: 02 de jun. de 2017

MINISTÉRIO DA CULTURA. Secretaria do Audiovisual (SAV). Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/sav> Acesso em 06 de jun. de 2017

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